Home Data de criação : 07/09/23 Última atualização : 10/01/15 12:53 / 87 Artigos publicados
 

Amor bandido desafia razão  escrito em sexta 15 janeiro 2010 12:53

Amor bandido desafia razão

Roberto D´arte


Pegando carona na clássica frase do filósofo francês Blaise Pascal – “o coração tem razões que a própria razão desconhece”, tento entender o que leva alguém a optar pelo tal amor bandido. Bem mais próximo da vida real do que sugere a ficção, a exemplo do romance vivido pelas personagens Sandrinha (Aparecida Petrowky) e Benê (Marcelo Mello) na atual novela global Viver a Vida, este tipo de envolvimento afetivo tem, cada vez mais, levado mulheres de classes sociais privilegiadas a se enveredarem no mundo do crime.

Na manhã da última segunda-feira (dia 11) fui surpreendido com a notícia de uma estudante de Direito de 19 anos, moradora de Nova Iguaçu-RJ, que tramou com o namorado o assalto da própria mãe. O plano, que envolveu outros assaltantes, foi gravado pela Polícia com autorização judicial, justamente porque já se suspeitava que o namorado da moça era integrante de uma quadrilha que pratica assaltos e sequestros na Baixada Fluminense.

Quem não se lembra da também estudante de Direito – Suzane von Richthofen, que planejou e executou a morte dos próprios pais com a ajuda do namorado Daniel Cravinhos e do irmão dele, Cristian. O crime bárbaro, ocorrido em novembro de 2002 num bairro de classe média-alta de São Paulo, chocou o país não só pelo fato da assassina confessa ser filha das vítimas, mas pelo fato de haver nesta história uma interrogação difícil de ser respondida: por que uma jovem supostamente bem criada e educada, que nunca passou por qualquer problema financeiro, jogaria sua vida na lama para sempre? Na época, Suzane chegou a dizer em depoimento à Polícia que matou os pais por amor, pois eles se opunham a seu namoro com Daniel.

Em março de 2007 outra estudante de Direito de classe média-alta – Ana Paula Jorge Souza – foi presa em meio a uma história com ingredientes de amor bandido.  Acusada de liderar uma quadrilha responsável por assaltos a residências e a casas lotéricas em Campinas-SP, da qual também fazia parte o namorado Raoni Renzo Miranda, ela justificou sua incursão no submundo do crime dizendo que havia se apaixonado pelo namorado e terminou seguindo seus passos porque não queria perdê-lo de vista.

Há especialistas ligados à psicologia forense e à criminologia que recorrem a explicações diversas para encaixar mulheres com esse perfil, que vão desde a baixa auto-estima até a excitação com o perigo. Para o último caso há até nome: hibristofilia (bizarrice sexual em que a excitação ocorre se o parceiro for um criminoso que tenha cometido crimes como violação, assassinato, estupro ou roubo).

Ainda que problemas psicológicos possam explicar o amor bandido, não dá para desconsiderar que são atraídas para ele as pessoas com fraturas morais. Estas nem sempre são decorrentes de faltas ou excessos ligados à educação familiar. Qualquer indivíduo é, de um lado, o que traz em essência (leiam-se aí informações genéticas e mesmo espirituais) e, do outro, o que lhe dão (ou deixam de dar). Neste último caso, é, sim, a sociedade (família, escola e Estado) a principal responsável por dar tudo que possa influenciar positivamente em sua formação ética e moral. É na complexidade do somatório destes dois lados que residem as nossas escolhas. Elas são resultados do tão propagado livre-arbítrio que, no plano religioso, recebemos de Deus.

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 15 de janeiro de 2010)

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Travessia espiritual  escrito em sexta 08 janeiro 2010 16:18

 

Travessia espiritual

Roberto D’arte

Sempre que ocorrem tragédias com mortes coletivas, como recentemente no Reveillon em Angra dos Reis ou como em atentados terroristas nos moldes do 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, penso em como deve ser a travessia dos espíritos que desencarnam. Aterroriza-me a simples hipótese (muito provável) da extrema dor sentida pelos que deixam esta vida de forma tão súbita e violenta.

Sem recorrer a qualquer visão religiosa que possa sustentar meus argumentos, intuo apenas que do outro lado certamente chegam muitos espíritos fragmentados, que sequer tiveram tempo de entender o que aconteceu durante sua passagem. Parece uma discussão sobre o sexo dos anjos cogitar o que possam ter sentido todos aqueles que se foram abruptamente nessas e noutras tragédias similares. Afinal, a dor dos que ficaram – ainda que não sejam parentes – é aguda em igual proporção. O tema suscita, no entanto, um velho tabu da humanidade (principalmente para os ocidentais), que é o medo e o despreparo para lidar com a morte.

Em sua quinta temporada, Ghost Whisperer ( “Fantasma confidente ou sussurrante”, numa livre tradução) aborda esse assunto de uma forma bem interessante. Exibida no Brasil pela Sony Entertainment Television, esta série é referendada pelos trabalhos do médium norte-americano James Van Praagh e protagonizada pela atriz Jennifer Love Hewitt. Ela é Melinda Gordon, uma dona de antiquário que desde pequena lida com o dom de ver e conversar com os mortos.

Em cada episódio de Ghost Whisperer Melinda vive uma história diferente em que precisa conversar com espíritos que ainda estão apegados ao plano terrestre devido a questões mal resolvidas que os impedem de seguir em paz. Ela se propõe a ajudá-los a resolver o que ainda os prende a esta vida, normalmente cumprindo o difícil papel de transmitir mensagens às pessoas com quem estes seres espirituais ainda possuem pendências.

Deixando de lado os aspectos gerais e específicos que norteiam as doutrinas religiosas nesse que é o maior mistério a ser desvendado pelo ser humano, é quase um consenso de que temos um espírito atrelado ao corpo físico. Se o aniquilamento deste corpo não produz o mesmo efeito no espírito, é natural imaginarmos que este último seja projetado para outro plano. Esta é a travessia espiritual que abordo aqui e que também é o mote da série mencionada.

Indo mais adiante, se tomarmos do cinema outro modelo para entender essa passagem – no caso, o filme “Amor além da vida” (com Robin Williams e Cuba Gooding Jr.), dá para buscar conforto na hipótese da imortalidade e atemporalidade do espírito. Assim, do outro lado teremos a oportunidade de reencontrar entes queridos (no meu caso, meu saudoso pai) ou mesmo conhecer antepassados (avós, bisavós...). Mais até: é possível imaginar ainda que, da mesma forma que ao longo desta existência temos pessoas que são preparadas para nos conduzir em contínuas travessias educativas, do outro lado é bem possível que haja espíritos incumbidos de nos dar as mãos até completarmos a caminhada. Em minhas orações é este alento que peço a Deus para todas as pessoas que desencarnam (em especial para as que se vão de forma trágica).

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 08 de janeiro de 2010)

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Precisamos dos símbolos  escrito em quinta 31 dezembro 2009 11:50

 

Precisamos dos símbolos

Roberto D´arte

Chegamos a mais uma virada de ano, e, embora o dia seguinte ao Revéillon seja apenas mais um dia, dentro de cada um ganha um significado diferente. Tal sensação nada mais é do que a força do símbolo, a mesma presente no culto às imagens de santos, anjos e deuses de outras tantas religiões, capaz de materializar uma evocação presente apenas no plano espiritual.

Não dá para imaginar a evolução humana sem a presença dos símbolos, em seus mais variados formatos e significados. Os primeiros passos que deram nossos ancestrais, ainda nos tempos em que eram nômades e viviam em cavernas, foram marcados pela necessidade de simbolizar a sua vida como uma maneira de buscar parâmetros de entendimento do mundo e de si mesmos. A natureza sempre foi uma rica referência para isto e emprestou aos povos primitivos o sol, a lua, o vento, a água, o fogo para representarem forças superiores capazes de explicar os fenômenos visíveis e mesmo os inexplicáveis.

Uma cena do filme “2001 – uma Odisséia no Espaço” é um forte exemplo de como o simbolismo é capaz de sintetizar visões de mundo amplas e complexas. Nela o diretor Stanley Kubrick disse tudo o que uma biblioteca inteira possa ter esmiuçado sobre a busca do poder em nossa história. Dois grupos de hominídeos disputam, num ambiente hostil, o que seria uma pequena reserva de água e alimentos. Dois líderes os representam, e a vitória de um deles significará o domínio do local.

É travada a luta num certo patamar de igualdade até que um deles apanha no chão um grande osso de animal e percebe que aquele objeto, na verdade, pode ser uma arma e o diferencial para o fim daquela peleja. A disputa realmente chega ao fim com uma pancada certeira na cabeça do adversário. O osso, símbolo deste algo mais, é lançado ao ar e, numa fusão de imagens no filme, transforma-se numa nave espacial com toda a tecnologia ainda inexistente até para os dias de hoje.

Kubrick desconsiderou toda a história da humanidade entre o osso e a nave, pois o osso-enquanto-arma foi o bastante para simbolizar que a evolução do poderio humano sobre seu semelhante e os demais seres nada mais é do que a evolução tecnológica das armas em si. Afinal, não é assim até hoje? O osso virou machado de pedra, que virou lança de madeira, que virou espada de metal, que virou arma de fogo, que virou arma nuclear e assim por diante.

O certo é que os símbolos nos ajudam a organizar e a materializar nossas ideias e ideais. Em um de seus textos, o poeta Carlos Drummond de Andrade disse o seguinte sobre o simbolismo do Ano Novo: "quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente."

De fato, a recontagem ininterrupta dos anos num ciclo de 365 dias objetiva sustentar uma série de símbolos de valor social, a exemplo de datas como o Carnaval, Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia da Padroeira, Natal... Isto repercute individual e coletivamente nas pessoas, pois elas terminam absorvendo a cultura do que deve ter início, meio e fim. Em vez de dizer que estamos vivendo, por exemplo, o dia 365 do ano 2009 d.C., dizemos que estamos no último dia de dezembro de 2009. Esta é uma forma simbólica de minimizar a sensação de cansaço que vai além do que realmente estamos sentindo.

A vida de cada um é, talvez, o maior de todos os ciclos, embora poucos procurem entendê-la com tal dimensão. Os dias, meses, anos, décadas podem até ser úteis como medidas palpáveis do que ela representa, mas apenas têm sentido se forem vistos como parte de um simbolismo que extrapola a si mesmo, ou seja, algo que deveria ser traduzido na grande dádiva divina que é viver.

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 31 de dezembro de 2009)

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Marley, eu e todos os sensíveis  escrito em sexta 27 novembro 2009 19:15

Marley, eu e todos os sensíveis

Roberto D´arte

“Um cão não precisa de carros modernos, palacetes ou roupas de grife. Símbolos de status não significam nada para ele. Um pedaço de madeira encontrado na praia serve. Um cão não julga os outros por sua cor, credo ou classe, mas por quem são por dentro. Um cão não se importa se você é rico ou pobre, educado ou analfabeto, inteligente ou burro. Se você lhe der seu coração, ele lhe dará o dele.”

O trecho acima foi extraído do livro (que deu origem ao filme de mesmo nome) “Marley & Eu”, do jornalista e escritor estadunidense John Grogan. Com tema cotidiano e absolutamente recorrente, o que fez esta obra autobiográfica virar best-seller e um tremendo sucesso no cinema em 2008 foi a sua leveza e universalidade.

Milhões de pessoas nos quatro cantos do planeta têm em seus lares a prazerosa companhia de cães, gatos e outros animais de estimação. Os que não a têm normalmente fazem uma ideia errônea e preconceituosa sobre estes companheiros ou desconhecem completamente a sua dimensão.

Na versão cinematográfica de “Marley & Eu” John Grogan é vivido pelo ator Owen Wilson, enquanto sua esposa Jenny é interpretada por Jennifer Aniston, a eterna Rachel de Friends. Como sei que a indústria cinematográfica também possui seu elenco de animais adestrados, não poderia deixar de citar a atuação perfeita do verdadeiro protagonista desta belíssima história: o cão labrador que encarna o atrapalhado e inquieto Marley.

Mais do que uma simples resenha, este texto é um convite para que todos que o estejam lendo possam reservar algum tempo para, ao menos, assistir ao filme. Sua história, de tão comum, poderia ser a de qualquer um de nós. Crises na profissão, a formação da família, a incerteza quanto ao futuro e o surpreendente poder do acaso, que faz aparecer em nossas vidas amigos de quatro patas com tanto para nos ensinar (no meu caso, dois irmãos felinos – Thor e Bial – cheios de pureza e vivacidade).

Vendo o filme recentemente pude fazer uma viagem ao meu passado, trazendo de volta todos os animais de estimação com os quais convivi direta ou indiretamente: o gato preto Veludo (meu inseparável amigo da segunda infância); o cão pequinês Kiko (que, dos 12 aos 25 anos, foi tão presente na casa dos meus pais e me fez saber de verdade o que é ter um amigo canino); o pinscher Ulisses Loreley (cãozinho de um grande amigo potiguá que marcou minha passagem por Currais Novos-RN, em 1992, batizado com tal nome em homenagem a dois personagens de Clarice Lispector); o gato Chumbinho (que também é uma referência à minha estada em Araraquara-SP em 1997); o gato Tom Zé (que ganhei quando morei em Ouro Preto, em 1999, e que tive que doar depois que fui embora); os irmãos cocker Lola, Lilica e Pepe Legal (com os quais passei quase três anos após meu retorno a Viçosa-MG, em 2000, no apartamento dividido com os amigos André e Fabiano); Tom (o gato-com-alma-de-gente, pertencente à minha esposa Luciana, e que enche de alegria a casa dos meus sogros Assis e Neuza); e, finalmente, todos os gatos, cachorros e demais bichos de estimação do sítio de tia Zezeca, em Cajuri-MG, com os quais tenho o prazer de conviver de vez em quando.

Essa lista é formada apenas por aqueles com os quais, de forma longa ou breve, pude aprender um pouco mais sobre amor gratuito e dedicação desinteressada. Às vezes também me deparo com cães de rua, que, com um simples olhar que eu ofereça, retribuem com um balançar da cauda, como querendo dizer que estão prontos para dar e receber carinho e atenção.

Deixo, então, a todas as pessoas sensíveis (quisera poder também fazer chegar aos insensíveis...) mais uma frase de John Grogan, inspirada nos treze anos de convívio com seu Marley (a propósito, seu nome é, sim, uma homenagem ao ícone do reggae jamaicano Bob Marley): “(...) É realmente muito simples, mas, mesmo assim, nós, humanos, tão mais sábios e sofisticados, sempre tivemos problemas para descobrir o que realmente importa ou não. (...) Às vezes, é preciso um cachorro com mau hálito, péssimos modos e intenções puras para nos ajudar a ver.”

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 27 de novembro de 2009)

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Superstição e barbárie  escrito em sexta 20 novembro 2009 12:40

Superstição e barbárie

Roberto D´arte

 

O nascimento da Filosofia, que se deu na Grécia há mais de dois milênios e meio, tem como marco inicial uma espécie de rompimento com a visão supersticiosa que até então dominava a humanidade. Inconformados com esta forma de enxergar a realidade, moldada a partir dos desígnios de deuses e mitos, os chamados pré-socráticos (pensadores que antecederam o grande filósofo Sócrates) inauguraram a era da razão.

Não que essa nova visão de mundo tenha conseguido reinar absoluta a partir de então, mas passou a ser a bússola maior a guiar o ser humano na direção do futuro. A razão se tornou um termômetro até mesmo para o que não esteja no espectro de sua luz, a exemplo das religiões e seus desdobramentos no cotidiano de seus seguidores.

A própria Igreja Católica, por exemplo, chegou a pedir perdão pelas atrocidades que sua cúpula cometeu durante a Idade Média, quando a barbárie das crendices e superstições serviu de desculpa para o assassinato de milhares de pessoas. Barbárie esta que sobreviveu aos séculos seguintes, mesmo com todo o brilho emanado dos ideais racionais que fizeram nascer todas as ciências.

Citaria aqui inúmeros exemplos das atrocidades nascidas da ignorância que normalmente permeia as superstições. Mas uma só, bem recente, será o bastante para ilustrar o que desejo abordar neste texto.

Há pouco tempo li notícias de que um tribunal da Tanzânia mandou para a forca três homens que mataram um menino albino de 14 anos e amputaram suas pernas. A novidade aí é que foi a primeira condenação para um tipo de crime comum naquela nação da África Oriental.

Em pouco mais de três anos pelo menos 75 albinos foram mortos e esquartejados no país. Se crimes assim já são bárbaros por si próprios, no caso dos "zero-zero" (como são vulgarmente chamados naquela região africana) o motivo é macabro. Por serem fisicamente diferentes em decorrência da cor da pele, dos olhos e do cabelo, eles são vistos como portadores de poderes sobrenaturais. Por isto, partes de seus corpos são valorizados no comércio de órgãos para feitiçaria.

Numa das reportagens que li sobre o assunto, o panorama dessa atrocidade pode ser compreendido pelas cifras que a envolvem. Para se ter uma ideia, dedos, braços, pernas, língua e genitais de albinos chegam a valer quase 6 mil reais a “peça”.

A demanda é tão grande que a Tanzânia importa clandestinamente pedaços de seus corpos; pescadores de lá tecem fios de cabelo de albinos em suas redes para ter sucesso na pescaria e mineiros penduram no pescoço amuletos feitos com seus ossos moídos. Já quem consegue beber o sangue ainda quente de um albino tem sorte em dobro. Se a vítima for uma criança, sua pureza infantil intensifica ainda mais o poder do feitiço, na visão doentia de seus praticantes.

Não por acaso a humanidade vive dias de tanto desequilíbrio em sua atual jornada na Terra. Em certos aspectos, muitos de nossa raça foram sábios o suficiente para usar sua maturidade racional (uma inferência direta da maturidade espiritual) em prol dos avanços tecnológicos que melhoraram a vida de todos. Por outro lado, outros tantos insistem em manter apagada em si esta luz evolutiva, condenando ao limbo não somente a si próprios, mas o planeta inteiro.

(publicado no Jornal TRIBUNA LIVRE, Viçosa-MG, em 20 de novembro de 2009)

 

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